Na época da fundação da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, o campus era distante do centro urbano, e abrigava a moradia de muitos docentes, funcionários e alunos. Nos finais de semana, o lago era o principal equipamento de lazer da comunidade uspiana. Em margens diferenciadas, funcionários, alunos e docentes desfrutavam de praias artificiais e esportes aquáticos.

Na década de 60 é construído um prédio próximo ao balão central do campus, no primeiro momento para abrigar um Centro Ecumênico. Um prédio, que atualmente, não se sabe a data da sua edificação e nem a autoria do seu projeto arrojado, de linhas modernistas, mantendo paredes flutuantes, penduradas em balanço por colunas e vigas que criam um pé-direito de 7 metros e 547 m² de vão livre, e vitrais do artista Bassano Vaccarini. O engenheiro responsável na USP, na ocasião, era o Dr. Mahomed Cozac.

Em pouco tempo o Centro Ecumênico passou a ser organizado pela comunidade católica, e veio a se chamar “Capela São Lucas”. Com todos os aparatos tirúrgicos, na Capela foram realizados muitos casamentos, batizados, cultos ecumênicos, missas de formatura e de ação de graças, formaturas, comunhões, entre outros costumes.

Por ser o espaço do campus que abrigava o maior número de pessoas, com o passar dos anos pôde ser usado, com o consentimento do Capelão Pe. Francisco, docente da Escola de Enfermagem, para algumas atividades artísticas e culturais – era o espaço de concertos da Sociedade Pró-Música e do Madrigal Revivis desde a década de 73. Em 1983, o Coral da USP-Ribeirão adota como local fixo de ensaios, seguido alguns anos depois pelo TRUSP (Teatro Ribeirão Pretano da USP). A Assessoria Cultural – atual Seção de Atividades Culturais – passou a realizar, com o apoio do Prefeito Dr. José da Rocha Carvalheiro, espetáculos teatrais em 1987, e o altar foi transformado em palco para abrigar a OSUSP, atores como Marilena Ansaldi e Celso Frateschi, Grupo Tapa, Escola de Arte Dramática da USP, Departamento de Artes Cênicas da Unicamp, TUOV (Teatro Popular União e Olho Vivo), entre outros. As apresentações eram grandes acontecimentos para a cidade toda e o público superlotava todos os espetáculos e concertos.

 

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