Tratamento de Residuos


Considerações sobre passivos:

1. Ácidos e bases
2. Metais pesados
Sais de Chumbo, 
Sais de Cádmio,
Sais de Mercúrio, 
Sais de Cromio III,
Sais de Crômio IV,
Sais de Níquel,
Sais de Cobre,
Mercúrio Metálico
Solução Sulfocrômica

3. Cianetos
4. Acetonitrila
5. Agentes oxidantes
6. Sulfetos inorgânicos

7. Metais finamente divididos
8. Resíduos com substâncias hidrolizáveis
9. Haletos e haletos ácidos de não-metais
10. Brometo de etídio
11. Compostos formadores de peróxidos
12. Ácido oxálico, oxalato de sódio e cloreto de oxalila
13. Dimetilsulfato e dietilsulfato
14. Azida de sódio (azoteto de sódio)
15. Compostos de bário
16. Compostos de arsênio
17. Peróxido de hidrogênio
18. Sódio metálico
19. Solução de formaldeído (formol)
20. Aminas aromáticas
21. Cloro 
22. Ácido pícrico

23. Triaminofenol 

24. Glutaraldeído 

25. Acrilamida
 
26. Fenol
 
27. Drogas Quimioterpêuticas

 

 

1. Ácidos e Bases

 (sem metais pesados) Para sólidos ou pastas: misturar com o mesmo volume de água. Ajustar o pH entre 6 e 8.

Para soluções concentradas: diluir até obtenção de solução com 50% de água. Ajustar o pH.

Para soluções diluídas: ajustar o pH.

ácidos (clorídrico, sulfúrico, nítrico, acético, perclórico, ácidos sólidos, etc.). OBS: Ver cuidados com fosfatos.

Neutralizar com uma base (é sugerido o emprego de uma mistura de bicarbonato de sódio + carbonato de cálcio), acertar o pH entre 6,0 e 8,0 (verificar com papel indicador ou gotas de fenolftaleína), descartar o sobrenadante na pia sob água corrente. Se sobrar material sólido, verificar se pode ser descartado no lixo, caso contrário, este deverá ser acumulado e, posteriormente, enviado para tratamento ou descarte.

bases (aminas, soluções de hidróxidos, soluções de alcoolatos, amônia, etc.) Neutralizar com um ácido fraco ou diluído (ácido acético, por ex.). Acertar o pH entre 6,0 e 8,0 e descartar em pia. Seguir o mesmo procedimento anterior caso, sobre resíduo sólido

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2. Metais pesados (e seus sais)

 Identificar, precipitar (como sais insolúveis), filtrar e recolher o sólido em recipientes separados. A precipitação poderá ser realizada com soda cáustica (NaOH + Na2CO3) em excesso. Neutralizar o sobrenadante, verificar eficiência da precipitação e descartar na pia sob água corrente. Uma dica: os tampões fosfatos, tão utilizados em laboratórios, devem ser considerados poluentes, pois o fosfato contribui para a eutrofização dos rios e diminuição da oxigenação da água. A sugestão é que os tampões fosfatos sejam usados para estocagem de metais pesados: a solução de fosfato deve ter o pH elevado a 10, e depois misturado à solução com metais pesados para permitir formação do precipitado.

Algumas sugestões de tratamentos alternativos

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Sais de chumbo: adicionar, sob agitação, uma solução 0,1% de metassilicato de sódio. Ajustar o pH em 7,0 com ácido sulfúrico 2,0 mol L-1. Deixar a solução em repouso por uma noite. Filtrar o precipitado ou evaporar a solução na capela. Guardar o material sólido em recipiente de plástico. Verificar se sobraram íons chumbo no sobrenadante. Repetir o procedimento até não apresentar mais precipitação. Descartar a fase líquida na pia.                                                  (Pb2+ + Na2SiO3       PbSiO3 (insolúvel) + 2Na+)

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Sais de cádmio: adicionar, sob agitação, uma solução 0,1% de metassilicato de sódio à solução que contém sais de cádmio. Ajustar o pH em 7,0 com ácido sulfúrico 2,0 mol L-1. Aquecer a 80°C por 15 minutos, para que a reação seja completa. Filtrar o precipitado. Somente após verificar a eficiência do procedimento, descartar o sobrenadante na pia. O precipitado deve ser guardado em recipiente de plástico. (Cd+2 + Na2SiO3   CdSiO3 (insolúvel) + 2Na+)

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Sais de mercúrio: ajustar o pH da solução que contém sais de mercúrio acima de 10; deixar repousar por 12 horas para garantir a precipitação completa do hidróxido de mercúrio. Filtrar. Verificar se a precipitação foi completa adicionando uma solução 20% de sulfeto de sódio ou cálcio ao líquido sobrenadante. Recolher o precipitado em embalagem especial (recipiente de plástico). Armazenar o mercúrio precipitado como hidróxido e como sulfeto em diferentes recipientes para facilitar o processo de recuperação do material. A fase aquosa deve ser tratada para retirada do excesso de sulfeto (ver item 6). O líquido sobrenadante deve ser diluído com água, em abundância, antes de ser eliminado no esgoto.

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Sais de Crômio(III): ajustar o pH em 9,5 com NaOH. Filtrar o precipitado. Verificar se a precipitação foi completa pela adição de uma quantidade adicional de NaOH ao filtrado. Repetir até não haver mais precipitação. O filtrado deve ser neutralizado e logo depois despejado no esgoto comum. O resíduo sólido deve ser guardado em frasco plástico.

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Sais de crômio(VI): ajustar o pH da solução que contém o crômio(VI) à um valor menor que 3,0, utilizando ácido sulfúrico 3,0 mol L-1. Adicionar tiossulfato de sódio, sob agitação, e deixar reagir por cinco minutos. Elevar o pH à 9,5 adicionando uma base fraca tipo hidróxido de amônio. Filtrar imediatamente ou deixar em repouso por uma semana e decantar. Testar o líquido sobrenadante até não haver mais precipitação. Neutralizar e descartá-lo na pia. O precipitado deve ser guardado em frasco plástico com tampa.

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Sais de níquel: adicionar NaOH até ajustar o pH à 7- 8 para precipitar o níquel na forma de hidróxido. Testar se a precipitação foi completa com uma solução 1% de dimetilglioxima em 1-propanol; se ainda houver níquel na solução, esta ficará vermelha e será necessário repetir o procedimento. Filtrar. O sólido formado deve ser guardado em frasco plástico. O filtrado pode ser descartado na pia.

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Sais de cobre: a precipitação dos íons cuproso (Cu1+) e cúprico (Cu2+), na forma de hidróxidos é recomendada devido à insolubilidade do hidróxido formado. Para soluções contendo íons cuproso, adicionar NaOH à solução até pH 9,0; filtrar; guardar o sólido em frasco plástico; o filtrado pode ser descartado na pia. Para soluções de íon cúprico, adicionar NaOH até pH 7; filtrar e descartar o filtrado.

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Mercúrio metálico: armazenar em um recipiente plástico reforçado e devidamente vedado. Manter o metal submerso em água. Manter o frasco fechado. Vidros contaminados com mercúrio podem ser tratados com sulfeto de cálcio obtendo-se o sulfeto de mercúrio (lembrar de armazená-lo em frasco distinto ao empregado para o mercúrio metálico ou para o precipitado como hidróxido).

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Solução sulfocrômica: não deve ser utilizada para limpeza de vidraria nos laboratórios. O Crômio(VI) presente na solução é, comprovadamente, cancerígeno em humanos e acumula-se no meio ambiente. A solução pode ser substituída pela solução sulfonítrica (1 a 2 partes de ácido sulfúrico para 3 partes de ácido nítrico) ou por uma solução alcoólica de hidróxido de potássio 5%, (5g de KOH em 100 mL de etanol); neste caso não se deve deixar a vidraria em contato com a solução por muito tempo (máximo de 10min); em seguida, lavar com água em abundância e antes de passar água destilada, enxaguar com ácido (HCl 0,01 mol L-1) para neutralizar as paredes do vidro.

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3. Cianetos

O cianeto de potássio e todos os outros cianetos são venenos mortais, devendo ser tomado muito cuidado na sua utilização. Trabalhar em capela utilizando todos os equipamentos de proteção individual necessários.

Para sólidos ou pastas: misturar com o mesmo volume de água. Adicionar 1 g de NaOH para 100 mL de solução. Aplicar o método do sulfato ferroso, descrito abaixo.

Soluções concentradas: diluir até obtenção de solução com 50% de H2O. Adicionar 1 g de NaOH por 50-100 mL de solução. Aplicar o método do sulfato ferroso.

Soluções aquosas diluídas: adicionar 1 g de NaOH por 50-100 mL de solução. Aplicar o método do sulfato ferroso.

Método do sulfato ferroso: adicionar à solução tratada com NaOH, 1 g de sulfato ferroso para cada 0,2 g de cianeto utilizado, para converter o íon CN- em ferrocianeto [Fe(CN)6]4-. Adicionar HCl (até completa neutralização). Uma solução clara e um precipitado, chamado azul da Prússia, serão formados. O resíduo líquido pode ser descartado no esgoto comum. O sólido formado pode ser guardado para futura utilização como corante. ( 6 CN- + Fe2+ g  [Fe(CN)6]-4;    3 [Fe(CN)6]-4 + 4Fe3+  g    Fe4[Fe(CN)6]3 ).

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4. Acetonitrila 

(pura ou misturada com água ou com outros solventes não halogenados) Não pode ser enviada para incineração, pois o processo de degradação térmica gera cianeto.

Uma alternativa é submeter o resíduo deste solvente a um processo químico conhecido como hidrólise básica: adiciona-se ao resíduo um grande excesso de base; após a dissolução do hidróxido leva-se a mistura a um equipamento de refluxo com captação de amônia (similar ao utilizado na determinação de N amoniacal por Kjeldhal), por 6 horas. A reação entre a base e a acetonitrila gera como produtos amônia e o ácido acético. Finalizado o refluxo, neutraliza-se a solução e descarta-se na pia se o resíduo não contiver outras substâncias tóxicas.

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5. Agentes oxidantes 

Hipocloritos, cloratos, bromatos, iodatos, periodatos, peróxidos e hidroperóxidos inorgânicos, cromatos, dicromatos, molibdatos, manganatos e permanganatos podem ser reduzidos por hipossulfito de sódio. O excesso de hipossulfito deve ser destruído com H2O2. Depois disso, diluir e descartar na pia.

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6. Sulfetos inorgânicos 

Reagir o sulfeto com excesso de água sanitária (hipoclorito de sódio). Deixar repousar em capela por uma noite. Descartar em pia após diluição se não contiver metais pesados. Na presença de metais pesados, proceder conforme item 2. (Ex: Na2S + 4Na2SO4 + 4 NaCl)

 

 

7. Metais finamente divididos 

(Al, Co, Fe, Mg, Mn, Ni, Pd, Pt, Ti, Sn, Zn, Zr, e suas ligas) Suspender o pó em água, até formar uma pasta; colocar em um recipiente metálico formando uma camada fina; deixar secar ao ar. Conforme a mistura for secando, formar-se-ão, óxidos que não são pirofóricos. Descartar como resíduos de metal ou solicitar recuperação, dependendo da natureza do metal.

Outra alternativa: solubilizar com ácido e depois precipitar seguindo o procedimento descrito no item 2.

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8. Resíduos com substâncias hidrolizáveis 

(haletos metálicos, tais como TiCl4, SnCl4, AlCl3, ZrCl4) Utilizar agitador magnético e funil de adição. Adicionar pequenas quantidades em água, com resfriamento (banho de gelo) e agitação constante. A solução resultante deve ser tratada como os resíduos de metais (verificar se pertence à lista de cátions que podem ser descartados na pia; verificar se a concentração da solução permite seu descarte) .

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9. Haletos e haletos ácidos de não-metais

 (BCl3, PCl3, SiCl4, SOCl2, SO2Cl2, PCl5) O procedimento pode também ser utilizado na destruição de: RCOX, RSO2X, (RCO)2O (onde X = cátion não metálico). Colocar em um balão de 3 bocas, provido de termômetro, balão de adição e agitador mecânico, 600 ml de NaOH 2,5 mol L-1. Adicionar lentamente o resíduo sob agitação constante; se a temperatura aumentar com a adição do resíduo, deve-se continuar a adição do mesmo sem aquecimento; se isto não ocorrer, aquecer o balão até cerca de 90 oC; antes de continuar a adição do resíduo, continuar o aquecimento até que solução seja clara; resfriar à temperatura ambiente. Neutralizar à pH 7,0 e descartar na pia, lentamente e sob água corrente.

Obs: PCl5 e outros sólidos devem ser tratados em um bequer (tendem a endurecer) com gelo pela metade; depois que o gelo derreter, se a solubilização não for completa, aquecer ligeiramente.

S2Cl2 forma Na2S; deve passar pela destruição de sulfetos antes de ser descartado na pia.

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10. Brometo de etídio

 No caso de grandes quantidades do composto coloque-o em um recipiente separado e rotulado para eliminação por incineração. As soluções diluídas devem ser desativadas e neutralizadas antes de serem descartadas em pia sob grande fluxo de água corrente. A desativação pode ser confirmada usando a luz UV (detectar fluorescência). Dois diferentes métodos de desativação podem ser utilizados:

Método Armour: Embora seja simples é bastante controverso pois se acredita que a reação de desativação produza produtos e subprodutos poluentes. Usar luvas, roupas e óculos de proteção. Trabalhar na capela.

A uma solução de 34 mg de brometo de etídio em 100 mL de água, são adicionados 300 mL de alvejante caseiro. A mistura deve ser agitada à temperatura ambiente por quatro horas e colocada em repouso por 2-3 dias. Ajustar o pH a 6-8 com hidróxido de sódio. Descartar na pia.

Método de Lunn e Sansone: Para cada 100 mL da solução do brometo de etídio adicionar ácido hipofosforoso 5%. Adicionar 12 mL de NaNO2 (nitrito de sódio) 0,5 mol L-1. Agitar e deixar em repouso por 20 horas. Ajustar o pH a 6-8 com hidróxido de sódio. Descartar na pia.

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11. Compostos formadores de peróxidos 

Determinados produtos químicos podem formar peróxidos perigosos quando expostos ao ar e à luz. A formação do peróxido pode ser detectada pela inspeção visual para sólidos cristalinos ou líquidos viscosos, ou usando métodos químicos de análise quantitativa ou qualitativa descritos abaixo.

 

Compostos que podem facilmente explodir (descartar 3 meses após abrir o frasco do composto): éter divinílico, acetileto de divinila (divinil-acetileno), éter isopropílico, cloreto de vinilideno, potássio metálico, amideto de potássio, amideto de sódio.

 

Compostos que são perigosos se concentrados por destilação ou evaporação (testar formação de peróxidos ou descartar após 6 meses): acetal, acetaldeído, cumeno, cicloexeno, cicloocteno, ciclopenteno, diacetileno, diciclopentadieno, éter dimetílico do dietileno glicol (diglima), éter dietilíco, dioxano, éter dimetílico do etileno glicol (glima), furano, propino (acetileto de metila) metil, metil-ciclopentano, metil-butil cetona, tetraidrofurano, tetraidronaftaleno, éteres vinílicos.

 

Compostos que podem polimerizar violentamente (descartar ou testar a formação de peróxidos após 6 meses (líquidos) ou 12 meses (gases): ácido acrílico, acrilonitrila, butadieno, clorobutadieno (cloropreno), clorotrifluoroetileno, metacrilato de metila, estireno, tetrafluoroetileno, acetato de vinila, acetileto de vinila (vinil-acetileno), cloreto de vinila, vinil-piridina, cloreto de vinilideno. (OBS: A listagem acima não é exaustiva)

Método de detecção de peróxido com Tiocianato Ferroso: misturar 5 mL de uma solução de sulfato ferroso amoniacal 1%, 0,5 mL de ácido sulfúrico 0,5 mol L-1 e 0,5 mL de tiocianato de amônio 0,1 mol L-1 (se necessário, descolorar a solução adicionando traços de zinco em pó). Agitar com igual quantidade do solvente a ser testado. Uma cor vermelha indica a presença de peróxidos. Método de detecção de peróxido com Iodeto de Potássio: preparar o reagente, adicionando 100 mg de iodeto de sódio ou iodeto de potássio à 1,0 mL de ácido acético glacial. Adicionar 0,5 a 1,0 mL do material que está sendo testado à um volume igual do reagente. Uma cor amarela indica uma concentração baixa (~0.1%) e uma cor marrom, uma concentração elevada de peróxido na amostra. Deve-se preparar um branco, utilizando-se um composto que não forme peróxido (ex: n-hexano puro) para comparação.

OBS: Nenhum dos testes descritos devem ser aplicados a compostos que possam estar contaminados com peróxidos inorgânicos (ex: potássio metálico).

Após detecção adotar um dos seguintes métodos para remoção dos peróxidos formados: Tratar pequenas quantidades (25g ou menos). Sempre trabalhar com soluções diluídas (concentração de 2% ou menos).

 

passar o solvente através de uma pequena coluna de alumina ativada. Nenhuma água deve ser introduzida. A alumina catalisa a decomposição da maioria dos peróxidos, mas deve-se considerar a possibilidade de algum peróxido permanecer retido na coluna sem sofrer decomposição. Desta forma, a alumina deve ser posteriormente descartada como um material inflamável.

 

preparar uma solução redutora a partir da mistura de 60g de sulfato ferroso (FeSO4), 6,0 mL de H2SO4 e 110 mL de água. Agitar a amostra com esta solução para remover o peróxido.

 

Dicas para inibir a formação de peróxidos: Se viável, fazer a estocagem e manipulação sob atmosfera inerte.

  • éteres são estabilizados pela adição de 0,001% de um dos compostos ou classe de compostos: hidroquinona, difenilamina, poli-hidroxifenóis, aminofenóis ou arilaminas.

  • éter etílico pode ser estabilizado pela resina Dowex-1®.

  • éter isopropílico é estabilizado por 100 ppm de 1-naftol.

  • tetraidrofurano é estabilizado por hidroquinona.

  • dioxano é estabilizado por cloreto estanoso ou sulfato ferroso. ®adição de raspas de cobre metálico diminui a concentração de peróxido previamente formado.

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12. Ácido oxálico, oxalato de sódio e cloreto de oxalila

 Adicionar ácido oxálico ou oxalato de sódio (5g) à 25 mL de ácido sulfúrico concentrado em um frasco de 100 mL de fundo arredondado. Usando-se manta de aquecimento, aquecer a mistura a 80-100º C, durante 30 minutos. O ácido sulfúrico pode ser usado novamente para o mesmo procedimento desde que o único produto não volátil da decomposição seja uma pequena quantidade de água; do contrário, deixar a mistura da reação esfriar a temperatura ambiente lenta e cuidadosamente, despejar o ácido sulfúrico em um grande volume de água fria, neutralizar com carbonato de sódio e despejar no ralo.

Cloreto de oxalila pode ser convertido a ácido oxálico pela adição de 1 mL do sal a 3 mL de água gelada. Aguardar 1 hora.

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13. Dimetilsulfato e dietilsulfato

Adicionar 100 mL de amostra à 500 mL de NaOH 20% em um balão de fundo redondo de 1L. Deixar em refluxo por 4 h, sob agitação. Resfriar, neutralizar o produto e descartar na pia. {(CH3)2SO4 + 2NaOH g 2CH3OH + Na2SO4}.

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14. Azida de sódio (azoteto de sódio)

Adicionar cuidadosamente nitrato cérico amoniacal 5,5% (pelo menos quatro vezes o volume da solução de azida) e agitar durante uma hora. Se a solução permanecer na cor laranja de nitrato de amônio, um excesso está presente e a azida foi completamente destruída. Decantar a solução no ralo com pelo menos 50 vezes seu volume de água. Manusear o resíduo sólido como resíduo comum.

Teste para verificar se a azida foi completamente destruída: colocar uma gota da solução a ser testada na depressão de uma placa de observação e colocar 1 ou 2 gotas de ácido clorídrico diluído. Adicionar uma gota de solução de clorito de ferro [Fe(ClO2)3] e aquecer levemente a placa de observação. A cor vermelha indica ácido hidrazóico e decomposição incompleta.

15. Compostos de bário

 Usar luvas de borracha nitrílica. Dissolver o sal de bário no mínimo volume de água. Para cada grama de sal de bário, adicionar 15 mL de solução de sulfato de sódio 10%. Deixar descansar por uma semana. Fazer um teste para verificar se a precipitação está completa, adicionando algumas gotas de solução de sulfato de sódio 10%. Se necessário, adicionar mais solução de sulfato de sódio até não haver mais precipitação. Decantar o líquido sobrenadante ou filtrar o sólido. Tratar o sólido como lixo normal. Despejar o líquido no ralo.

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16. Compostos de arsênio

 Usar luvas de borracha nitrílica. Na capela, dissolver o composto arsênico em água acidificada fervente (para 1 g de composto arsênico, usar 100 mL de água contendo 6 gotas de ácido clorídrico concentrado). Adicionar uma solução de tioacetamida (para cada 1 g de sal arsênico, usar 0,2 g de tioacetamida em 20 mL de água). Ferver a mistura por 20 minutos e tornar básica a solução com hidróxido de sódio 2,0 mol L-1 (preparado com 8 g de NaOH dissolvido em 100 mL de água). Filtrar o precipitado, secar e guardar em recipiente plástico.

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17. Peróxido de hidrogênio 

Usar luvas de borracha butílica. Para soluções concentradas preparar, em capela, uma solução diluída (5%) de peróxido através da adição cuidadosa a um grande volume de água. Gradualmente, mexendo, adicionar a uma solução aquosa de metabissulfito de sódio 50%, em um frasco de fundo redondo equipado com um termômetro. Um aumento na temperatura indica que a reação está acontecendo. Acidificar a reação caso ela não aconteça espontaneamente. Neutralizar a mistura da reação e despejar no ralo.

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18. Sódio metálico

Usar luvas de borracha. Pequenas quantidades. Utilizar agitador magnético, funil de adição, condensador e manta de aquecimento. Num balão de três bocas adicionar pequenos pedaços de sódio metálico sob atmosfera de nitrogênio. Adicionar, gota a gota, etanol 95% (13 mL por grama de sódio). Iniciar a agitação após certa quantidade de etanol ter sido adicionada. Manter sob refluxo até todo sódio ser dissolvido. Adicionar um certo volume de água aquecida e deixar mais um tempo sob refluxo. Neutralizar a solução resultante com ácido sulfúrico e descartar na pia. (2Na + 2CH3CH2OH g 2CH3CH2ONa + H2; CH3CH2ONa + H2O g NaOH + CH3CH2OH)

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19. Solução de formaldeído (formol)

 Para grandes quantidades encaminhar para reciclagem ou eliminação por incineração. Para pequenas quantidades, usar luvas de borracha butílica e na capela: mexendo sempre, adicionar, lentamente, formaldeído diluído (cerca de 10 mL de água para 1 mL de formaldeído) a um excesso de alvejante doméstico (25 mL de alvejante para 1 mL de formaldeído). Misturar por 20 minutos e descartar na pia.

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20. Aminas aromáticas 

São carcinogênicas, pouco solúveis em água fria, mas solúveis em água quente, ácidos e solventes orgânicos. A decomposição depende da estrutura da amina. Para aminas simples, a destruição poderá ser realizada através da oxidação por KMnO4 em meio ácido. Adicionar 0,2 mol de KMnO4 para 0,01 mol de amina, em H2SO4 2,0 mol L-1; deixar em temperatura ambiente por 8-15 horas (capela). Adicionar NaHSO4 para destruir o excesso de MnO4-. Neutralizar com NaOH, diluir e descartar na pia sob água corrente.

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21. Cloro 

(Cl2 (g)) Pequenas quantidades - utilizar luvas de borracha. Borbulhar o gás em um grande volume de solução concentrada de sulfito de sódio ou bissulfito de sódio para ocorrer a redução do cloro. Após a redução ser completa, neutralizar e descartar na pia com água corrente.

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22. Ácido Pícrico 

Composto extremamente sensível a choque e atrito. É explosivo na forma sólida. Usar EPI e realizar a reação na capela, e em banho de gelo. Dissolver o ácido pícrico em muita água (o método pode ser utilizado para decompor até 8,5 g de ácido pícrico); adicionar HCl gota a gota com auxílio de um funil de separação até atingir pH = 2. Adicionar 4 g de estanho granulado (30 mesh) para cada grama de ácido pícrico. Deixar repousar por 15 dias. Filtrar a solução resultante. Neutralizar o filtrado e separar para posterior tratamento, já que o triaminofenol formado pela reação é considerado um poluente. O excesso de Sn metálico deverá ser dissolvido em HCl 2,0 mol L-1. Neutralizar a solução resultante e descartar em pia. [(NO2)3C6H2OH + 9Sn + 18HCl g (NH2)3C6H2OH + 6H2O + 9SnCl2]

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23. Triaminofenol 

À mistura obtida no item 22, adicionar cuidadosamente uma solução contendo 50 mL de H2SO4 3 mol L-1 e 12 g de KMnO4. Aguardar 24 h; adicionar bissulfito de sódio sólido até a obtenção de uma solução clara. Neutralizar o líquido resultante com NaOH 10% e descartar em pia seguida de água corrente.

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24. Glutaraldeído 

Para soluções de até 5%: utilizar 2-3 partes de bissulfito de sódio para uma parte de glutaraldeído ativo em solução. A reação reduz a concentração do glutaraldeído para menos de 2 ppm em 5 minutos à temperatura ambiente. Descartar a solução resultante seguida de bastante água. Outra alternativa: hidrólise com NaOH. Elevar a pH 12, com NaOH, solução de até 2% de glutaraldeído ativo; neste pH a concentração de glutaraldeído é reduzida para 20 ppm ou menos em 8 horas, em temperatura ambiente. Neutralizar com HCl para pH entre 6-8 e descartar.

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25. Acrilamida 

Deve ser manipulada com cuidado pois é considerada uma substância neurotóxica e carcinogênica. Em grandes quantidades aconselha-se a incineração. Para pequenos volumes: hidrólisar com NaOH, em capela (há liberação de amônia). Neutralizar a solução e descartar na pia seguida de muita água.

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26. Fenol

 Pode ser degradado através da reação de Fenton: fenol (47g) em balão de 2 litros com 3 bocas, com agitador, funil gotejante e termômetro. Adicionar 23,5 g de sulfato ferroso heptahidratado e ajustar o pH da mistura para 5-6 com H2SO4 diluído. Adicionar lentamente 410 mL de H2O2 30%, com agitação, durante 1 hora. CUIDADO! A ordem é importante: se H2O2 e FeSO4 forem pré-misturados ocorre uma explosão violenta! Manter a temperatura entre 50-60oC, ajustando a velocidade de adição ou utilizando banho de gelo. Manter a agitação por mais 2 horas até a temperatura cair para 25 o C. Deixar a solução em repouso por uma noite e descartar em pia, seguida de muita água.

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27. Drogas Quimiterapêuticas

Condições para descarte com Permanganato de Potássio

Droga (mg)

Água (mg)

H2SO4  (ml)

KMnO4 (g)

Tempo (h)

Chlorambucil (50)

10

2

1,8

4

Daunurubicin (30)

10

2

1,0

2

Doxorubicin (30)

10

2

1,0

2

Dichloromethotrexate (10)

10

2

0,5

1

Methotrexate (50) 

10

2

0,5

1

6-Mercaptopurine (18)

17

3

0,13

12

6-Thioguanine (18)

17

3

0,13

12

Streptozotocin (48)

10

2

2,0

12

Vincristine sulfate (10)

10

2

0,5

2

Vinblastine sulfate (10)

10

2

0,5

2

Condições para descarte com Hipoclorito de Sódio (5,25%) ou de Hipoclorito de Cálcio (10 g / 100 ml água)

Droga (mg)

NaOCl (ml)

Tempo (h)

Amaacrine (10)

100

0,5

Dactinomycin (10)

20

1

Methotrexate (20)

25

0,5

Fluoruracil (500)

40 Ca(OCl)2

0,5

Proarbazine. HCl (500)

60 Ca(OCl)2

12

Mercaptopurine (3,2)

35

1,5

Thioguanine (3,2)

25

1,5

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